terça-feira, 31 de dezembro de 2013

▬ Coração Selvagem - ( Wild at Heart, 1990)

Direção: David Lynch
Elenco: Nicolas Cage, Laura Dern, Willem Dafoe, J.E. Freeman, Diane Ladd.

" -Mas sou um ladrão.
E um homicida.
E não tive orientação materna ou paterna.

-Ela lhe perdoou tudo.
Você a ama.
Não tenha medo, Sailor.

-Mas ... tenho um coração selvagem!

-Se tem um coração selvagem de verdade,
Vai lutar por seus sonhos.
Não fuja do amor.
Não fuja do amor."

Sempre pegava pedaços desse filme, mas nunca o entendia. Até que resolvi assistir o filme por completo, e então agora sim, pude compreender o longa. A obra trata-se um road movie, só que com elementos de fantasia vindo do clássico de " O Mágico de Oz". E ao meu ver, o resultado ficou ótimo.

Na trama temos um casal louco e completamente apaixonado, composto por Sailor (Nick Cage) e Lula ( Laura Dern). Os dois se amam desesperadamente, mas a mãe de Lula não aprova o relacionamento, e por esse motivo acaba contratando um assassino profissional para ir no encalço deles e assim matar Sailor. Enquanto o casal foge e viaja, eles vão descobrindo muitas coisas além do que imaginavam sobre si mesmos.
O interessante do filme, é o desenvolvimento dos personagens. Sailor e Lula já se conhecem há um bom tempo, mas no decorrer da história, fica evidente que todas as pessoas tem segredos e fica aquela questão: Será que realmente sabemos quem as pessoas são? Já que o próprio Sailor diz que todos temos segredos. A alusão à OZ é bem divertida e deixa um ar a mais na obra. As coisas não estão ali de graça, elas estão ali para representarem algo que está realmente acontecendo. E outra coisa, como é bom rever Nicolas Cage em boa forma, tinha me esquecido que ele já havia feito trabalhos bons, pois os últimos...
Além dos protagonistas inspirados, os coadjuvantes também não deixam por menos. O filme conta com a genialidade da direção de Lynch, uma trilha sonora marcante ( nas cenas do carro principalmente), o que torna o longa bem marcante e divertido. Vale a pena embarcar nesse viagem pela estrada de tijolos amarelos.

domingo, 29 de dezembro de 2013

▬ Estômago - (2007)

Direção: Marcos Jorge
Roteiro: Marcos Jorge, Lusa Silvestre, Cláudia da Natividade e Fabrizio Donvito.
Elenco: João Miguel, Fabíula Nascimento, Babu Santana, Carlo Briani, Zeca Cenovicz

Uma história banal, comum, mas que se for bem contada, pode dar um belo filme. Estômago é um exemplo disso, usando os ingredientes clichês, soube misturar tudo é o resultado ficou excelente.

Na trama temos duas narrativas envolvendo o protagonista Raimundo Nonato (João Miguel). Na primeira vindo da Paraíba para São Paulo em busca de uma oportunidade de vida melhor, acaba indo parar em um boteco. Após comer, e sem dinheiro ele acaba ficando no bar para ajudar o dono e assim pagar sua dívida. O dono acaba lhe dando um emprego ali, como ajudante de cozinha, e aí Raimundo Nonato demonstra grande habilidade para a arte culinária. Logo, ele começa a fazer coxinhas, que viram um tremendo sucesso, assim lotando o bar. Tamanha fama acaba atraindo um renomado dono de restaurante italiano, que também aprova os pratos de Raimundo e o convida para trabalhar consigo. Em paralelo na segunda, vemos ele na prisão tentando se adaptar ao ambiente da cadeia, e conforme o filme se desenrola, vamos conhecendo os motivos que o fizeram estar ali, assim encaixando as duas narrativas.
O filme é muito bem construído, recheado de bom humor mas também com seriedade, ele acaba sendo um filme delicioso de se ver e apreciar, logo se tornando um dos meus filmes preferidos, pois ele realmente me prendeu e cativou. O final é fantástico, e deixa Raimundo Nonato como um personagem marcante, pois acompanhar a sua saga foi demais, ver como o personagem se transforma ao longo da história foi sensacional. E a maneira como é apresentada a gastronomia como uma arte e as analogias com a vida, são muito bem executadas. Nunca mais irei ver uma coxinha da mesma maneira.

domingo, 3 de novembro de 2013

▬ Thor - O Mundo Sombrio ( Thor - The Dark World, 2013)

Direção: Alan Taylor
Roteiro: Don Payne, Robert Rodat
Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Stellan Skarsgård, Christopher Eccleston, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Kat Dennings, Ray Stevenson, Zachary Levi, Tadanobu Asano, Jaimie Alexander, Rene Russo, Anthony Hopkins, Chris O'Dowd, Clive Russell, Graham Shiels, Richard Whiten.

O primeiro filme eu havia achado bom, mas essa sequência, minha nossa, superou em tudo seu antecessor.

O filme dá sequência pós os eventos mostrados em Os Vingadores, a história não é nada revolucionária, muito menos impactante, mas, devido ao seu elenco e as ótimas cenas de ação e humor, o longa acaba sendo uma surpresa e tanto. Um antigo inimigo de Asgard ressurge querendo instalar as trevas sobre todo o universo, e para isso ele precisa recuperar sua antiga arma. Nesse caminho é quando os caminhos dos terráqueos e Asgardianos se encontram mais uma vez.
Parece que pegaram tudo de bom que teve no primeiro filme e trabalharam bem nisso. Ele tem ação quando tem que ter, drama consegue emocionar, e comédia está sensacional. Impossível não dar altas gargalhadas. Mas todos os elementos estão na medida certa, muito bem balanceados, resultando em um filme autêntico, que acaba impondo o universo do Thor nos cinemas.
Thor O Mundo Sombrio é um exemplo de filme de super-herói/quadrinhos, pois ao término fica aquela sensação boa e um sorriso, mostrando que você realmente se divertiu vendo aqueles personagens. A interação entre os personagens da Terra e de Asgard é bem melhor elaborada, e aqui e funciona muito bem. A batalha final entre herói e vilão foge um pouco do convencional, o que eu acabei gostando bastante, pois misturaram tantas coisas ali que ficou realmente diferente.
Ao final é claro, temos as costumeiras cenas extras, que deixam no ar novos rumos para o universo Marvel nas telonas. Aliás, o gancho que ficou para um Thor 3 me deixou deveras ansioso..

domingo, 27 de outubro de 2013

▬ Vicky Cristina Barcelona ( 2008)

Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Elenco: Rebecca Hall, Scarlett Johansson, Penélope Cruz, Javier Bardem, Christopher Evan Welch, Chris Messina, Patricia Clarkson, Kevin Dunn, Julio Perillán e Josep Maria Domènech

Tinha escutado falar muito bem desse filme, e agora compreendi o porque. E para falar a verdade, nem sabia que era um filme do Wood Allen. rs

O filme aborda duas amigas Vicky ( Rebecca Hall) e Cristina ( Scarlett Johansson) que acabam por indo passar as férias em Barcelona. As duas se dão super bem, mas são muito distintas em um assunto: o amor. Vicky é conservadora, não se arrisca e tem a vida perfeita, tudo bem planejado, já que está noiva de um homem bem sucedido e com isso se sente segura. Cristina é o oposto, sempre impulsiva e de mente aberta para novas oportunidades.
Ao chegarem em Barcelona, acabam conhecendo um pintor famoso, Juan Antonio ( Javier Bardem), que logo se encanta por ambas as amigas. Ele as aborda, se oferecendo para ser seu guia turístico enquanto estiverem na cidade, ao mesmo tempo em que joga cantadas em cima delas, dizendo as mesmas que espera conquistá-las durante esse período. Vicky, se recusa, mas Cristina acaba aceitando a oferta de conhecer a cidade na companhia dele. E mesmo contra sua vontade, Vicky acaba indo também para acompanhar a amiga. Eis aí que o filme realmente começa.

Na trama o foco é mostrar o quanto as pessoas são diferentes em relação ao mesmo assunto, o amor. Juan Antonio é um cara que não se prende à rótulos, dizendo que sempre devemos aprender a aproveitar a vida e amar cada instante. Ele passa por um momento conturbado já que se separou de sua esposa Maria Helena ( Penélope Cruz). Cristina procura algo que dê sentido a sua vida, ela não sabe bem ao certo o que quer, mas sabe o que não quer. Vicky é sistemática, preferindo a razão aos sentimentos.
A simplicidade para falar de um assunto tão complicado é um grande trunfo do filme. Aqui, apesar de falar sobre o amor, não há aquela carga de tensão, de choro, meloso, nada disso. É um filme ágil, dinâmico e belo. E profundamente reflexivo mediante a tantos tabus impostos pelo mundo. Será que vale mais um casamento tranquilo, como se tudo fosse programado, ou, viver uma grande paixão? Quebrar essas amarras de certo ou errado perante os olhos dos outros requer coragem. Muita por sinal.

O elenco é fabuloso, a fotografia também e a direção e roteiros nem se fala. A relação mostrada da arte como uma forma de amor, de se expressar para o mundo também é marcante. E Barcelona..que cidade fantástica.
E ao final fica essa grande questão sobre essa loucura que é o amor. Juan Antonio diz que sua ex mulher falava: " Só o amor incompleto pode ser romântico." A busca pelo amor ideal o faz ser romântico. Deve ser por isso que sempre estamos procurando...procurando..porque querendo ou não, mesmo que seja o assunto mais louco, todos precisamos do amor.

sábado, 5 de outubro de 2013

▬ O Som ao Redor, ( 2012)

Direção: Kleber Mendonça Filho
Roteiro: Kleber Mendonça Filho
Elenco: Irandhir Santos, Gustavo Jahn, Maeve Jinkings, W.J. Solha, Irma Brown, Lula Terra, Yuri Holanda.

Estava com esse filme há um tempo aqui, mas sempre me dava uma preguiça de vê-lo. Após ser indicado ao Oscar, resolvi dar uma chance ao mesmo. O resultado foi um tanto surpreendente para mim, pois esperava uma coisa totalmente diferente deste filme à partir de sua sinopse.
O filme mostra uma vizinhança, e suas rotinas, ou seja ela não tem um protagonista e sim alguns e não é uma história fechada, como casualmente nos deparamos. São apenas coisas do cotidiano, ali demonstradas e vividas por essas pessoas. Então o espectador acaba embarcando junto com eles nessa história. O longa acaba mostrando exatamente isso, o convívio deles. E o quanto isso pode ser complexo. Um exemplo disso, é quando chega na vizinhança alguns homens oferecendo um serviço de segurança aos moradores, por R$ 20,00 de cada casa. Alguns, enxergam isso como uma boa opção, devido a violência que sempre nos espreita. Outros, já discordam , como o o Sr. Francisco, que é o dono de várias dessas casas, e com o esse novo serviço rondando, teme que seu "poder" seja prejudicado.Seria como se ele visse nisso que seu grande império começasse a ruir, já que as pessoas estão adotando medidas próprias de manterem suas casas seguras, como se fosse uma espécie de independência.

E o "som" propriamente dito, é realmente marcante. Por vários momentos o som define todo o ambiente que os cercam. Seja o cachorro latindo, alguém chamando no portão, uma música alta e etc.. O filme tem várias analogias, assim passando essas mensagem através do som.
Ao término do filme fiquei com uma sensação "estranha", não sabia se eu tinha gostado ou não. No dia seguinte, ao acordar fiquei lembrando do filme, e enquanto ia para o trabalho tentei entendê-lo melhor. Parado no trânsito, ouvindo as buzinas dos carros, os gritos das pessoas, acabei compreendendo melhor o filme, assim logo entendi que por trás de cada som, há um motivo, uma história.

domingo, 29 de setembro de 2013

▬ Invocação do Mal ( The Conjuring, 2013)

Direção: James Wan
Roteiro: Chad Hayes, Carey Hayes
Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Lili Taylor, Ron Livingston, Shanley Caswell, Hayley McFarland, Joey King, Mackenzie Foy

" Já nos chamaram de várias coisas. Demonologistas, Caçadores de Fantasmas, Pesquisadores do Paranormal.."

Baseado em fatos reais segundo os arquivos do casal de demonologistas, Ed ( Patrick Wilson) e Lorraine ( Vera Farmiga)Warren, que ficaram famosos por investigar casos como Amityville e Annabelle (a Boneca demoníaca que até é abordada no filme.) A obra começa mostrando o casal em uma espécie de documentário e assim apresentando o que fazem. Em paralelo, uma família se muda para um grande casarão em Harrisville. A família é composta pelo pai ( Ron Livingston), esposa ( Lili Taylor) e as suas cinco filhas. E claro, após chegarem na casa algumas coisas estranhas começam a acontecer. Em certo dia, em uma das palestras do casal, a mãe consegue falar com os mesmos e assim pede-lhes ajuda com o que está acontecendo na sua casa.
O filme tinha tudo para ser mais um, já que esse tema de casa mal assombrada todo mundo já conhece. Mas para minha felicidade, o filme consegue surpreender, e muito bem por sinal. Uma grande sacada do filme é a sua fotografia e estética, assim como as tomadas, assim logo ficamos familiarizados com a casa, os personagens, como se eles fossem "reais", e ainda somado ao fato do tom de documentário de filme ajuda a dar esse clima , e com isso o terror acaba se tornando mais familiar, como se aquilo pudesse acontecer na sua casa.

O elenco está de parabéns, eles passam uma intensidade tremenda e você acaba comprando fácil o drama pelos quais eles estão passando. Os sustos estão impecáveis, em alguns momentos você sabe que vai acontecer algum susto, mas você tenta se preparar, mas mesmo assim acaba se assustando, e todas estas cenas estão muito bem feitas.

Por tratar de temas como possessão, espíritos e afins, o filme pode soar pesado para algumas pessoas, pois no cinema no qual eu fui, os gritos sobraram e comentários como " Por que eu saí de casa para ver isso?", pessoas se benzendo, procurando algo de madeira para bater 3 vezes para isolar o mau agouro.

Por fim, eu achei o filme realmente muito, muito bom. Acredito que tenha sido um dos melhores do gênero que eu tenha tido oportunidade de assistir. E o pior,ontem na hora de dormir fiquei lembrando do filme...tsc..
" Quando a música parar, você vai vê-lo no espelho de pé atrás de você. "

sábado, 28 de setembro de 2013

▬ Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos (2009)


Direção: Paulo Halm
Roteiro: Paulo Halm
Elenco: Caio Blat, Luz Cipriota, Maria Ribeiro, Daniel Dantas.

" Por que será que eu não consigo escrever? Eu olho em volta e vejo milhares de histórias."

Eis aqui uma grata surpresa do cinema nacional. Um filme simples, de baixo orçamento, mas muito bom.

A trama nos apresenta Zeca ( Caio Blat) um aspirante à escritor, que está com um problema clássico: bloqueio criativo. Ele está em se primeiro livro, mas não consegue passar da página 50, e se sente frustrado por isso. Mas Zeca também é relaxado e acaba se deixando acomodar na situação, não fazendo nada para melhorar a sua vida. Ele é casado com Júlia ( Maria Ribeiro) uma professora obstinada, bem o oposto do marido, que vive e aceita o ócio.

Mas tudo muda quando ele acha que sua esposa o está traindo... e com uma de suas alunas. A partir daí, o filme realmente começa. E com isso, parece que Zeca "acorda" para o mundo.

O interessante é que a obra vai bem além da premissa, e explora diversos temas como a vida, a razão da existência, ceder a desejos, fazer o que é certo, amadurecimento e etc..
A narrativa e o diálogo são sensacionais, e depois ficam na sua cabeça, essas pequenas e tão sinceras reflexões. Destaque para as conversas de Zeca e seu pai, sempre conturbadas e reflexivas.
O final do filme pode soar um tanto estranho, mas eu particularmente gostei bastante, pois fez jus ao que o filme se propôs antes mesmo de começar.
“ Histórias de amor duram apenas 90 minutos, a vida possui histórias muito mais longas e interessantes."

sábado, 7 de setembro de 2013

▬ SHAZAM! - A Origem nos Novos 52

Roteiro: Geoff Johns
Arte: Gary Frank

" Billy Batson é um incômodo. Mas incômodo é algo relativo. Por séculos, a ciência governou o mundo. Agora a magia está retornando. E um mal antigo e brutal vem com ela. Se o mundo sobreviver a praga de terror no horizonte, Billy Batson deve acolher seu maior desejo. E aprender a sua maior lição. Billy deve se tornar...SHAZAM! "

A DC após um ano de publicações, resolveu fazer uma edição comemorativa nas suas HQ's, e com isso criou o mês das edições Zero, onde a intenção era contar algo do passado de seus personagens. Na edição referente a Liga da Justiça, essa edição foi dedicada a contar a nova origem de Shazam ( antigo codinome Capitão Marvel). E para a minha própria surpresa, está é uma das melhores HQs que pude ler nos últimos tempos.

A história é simplória, mas nem por isso sem graça. Muito pelo contrário. A trama tem como protagonista Billy Batson, um órfão que é um verdadeiro garoto problema. Ele vive em pé de guerra com a administradora do orfanato, já que todas as famílias o recusam, devido ao seu temperamento. Eis que surge um novo casal, que resolver adotar Billy. Ao chegar em sua nova casa, ele toma um pequeno susto, ao se deparar com seus novos irmãos, que também eram órfãos e foram adotados por esse casal.
No começo o convívio é difícil. Billy é um garoto complicado que não quer criar laços com ninguém, assim chegando a soar um tanto egoísta  estúpido, quando seus novos irmãos tentam uma aproximação. mas aos poucos, as coisas vão se acertando, e pequenos laços vão começando a serem feitos. Ao abordar isso, Geoff Johns, é simplesmente perfeito. Sério, achei demais essa nova abordagem sobre o lado pessoal de Billy, e isso aliado ao desenho soberbo de Gary Frank. A dupla criativa aqui acertou em cheio, ao mostrar esse lado do menino e as dificuldades de encontrar um lugar no mundo.

Após sermos apresentados à isso, acompanhamos a trama paralela, onde um cientista que acredita que a magia é verdadeira, corre ao redor do mundo atrás de pistas. E em uma de suas buscas, acaba por libertar o vilão Adão Negro. Na mesma medida um antigo mago está a procura de alguém para se tornar o novo Mago dessa era. E após várias tentativas em vão, diversas pessoas não foram "qualificadas" para herdar tal missão. Até que no desespero, Billy Batson acaba indo até o templo mágico.
No começo o antigo mago fica decepcionado ao olhar para Billy. De cara que que ele não pode ser o escolhido, devido ao seu comportamento problemático. O velho diz que procura alguém bom, puro, para que possa se tornar esse novo herói. E aí, ocorre um belo diálogo, um tanto filosófico, onde o próprio Billy diz ao velho, que o que ele procura não existe. Não existem pessoas sem defeito. Mas que existem pessoas que podem e tentam fazer o bem. O velho, faz mais uma avaliação, e vislumabra que Billy diz a verdade, que mesmo ele sendo um garoto problema, ele tenta ajudar os outros. E como o tempo estava correndo, o Velho não tem muita opção e lhe concede os poderes do Shazam, dessa maneira atingindo todo o potencial dentro dele, e o revertendo em poder.

Dentre os títulos desse reboot, essa nova abordagem sobre Shazam é fácil um dos melhores já lançados. Ele está na integra na edição Liga da Justiça Zero da editora Panini. Vale muito a pena.                                                                                                                                                                                          

terça-feira, 3 de setembro de 2013

▬ O Retorno de Krypto ( Revista: Superman Nº13, Os Novos 52)

" E assim o cão fantasma esperou  e esperou..Muito depois até do Estranho ter partido. Krypto esperou e esperou pelo que pareceram mil anos.. 
Pois Kal-El, Seu Kal-El, tinha prometido que voltaria.
E Kal-El, Nunca quebrava uma promessa..."

Venho acompanhando o título do Superman nesse reboot ( Os Novos 52) e posso afirmar que a revista atravessa uma ótima fase. O mix da revista da editora Panini, vem com 3 histórias: Superman, Action Comics e Supergirl. Todas essas histórias estão sendo muito bem escritas e desenhadas, dando novos rumos a mitologia ao universo do Homem de Aço.

Pois bem, Mas por que falar da edição número 13? O motivo é, que na minha opinião, esta é a melhor edição do título até agora, dentre as lançadas aqui no Brasil.

Motivos:

  • Supergirl que é uma HQ que tem um ritmo legal de acompanhar, fácil simpatizar e tem explorado bem os dramas de Kara.
  • Superman: As histórias anteriores vinham até que boas, mas não tinha um direcionamento, era como se fossem roteiros descompromissados e sem muita ambição, assim fazendo mais do mesmo, sendo que ainda assim, divertia. Mas na nessa edição a nova dupla criativa, Scott Lobdell (roteiro), Kenneth Rocafort (arte), deram um novo fôlego a trama, que promete nos próximos meses.
E por fim, Action Comics, Grant Morrison, dispensa apresentações. Vem fazendo um trabalho incrível nesse reboot, acrescento muito a nova mitologia, recontando a saga do jovem Kal-El. E em algumas edições vêm algumas historinhas complementares, como se fossem contos, assinado por  Sholly Fisch. E aqui, tanto Morrison, quanto Fisch, abordam um tema que me agradou muito, o cãozinho Krypto.
Na história principal, Superman está na sua Fortaleza da Solidão, quando é vitima de um vilão que estava preso na Zona Fantasma, o inimigo escapa e jogo Kal-El dentro da prisão. Lá, ele se depara com a crueldade de como é a Zona Fantasma, criada por seu pai, Jor-El. Em meio a tantos perigos, ele acaba sendo salvo por um cão fantasma, que ele mesmo não se recorda. Mas aos poucos, pequenos fragmentos de lembrança de quando era bebê voltam, e fazem com que ele se lembra de seu amigo e protetor de longa data, o cão Krypto. A maneira como eles se reencontram e conseguem voltar, é magnifica.
Na segunda história, de Fisch, é onde realmente emociona. As dúvidas de como Krypto foi parar lá na Zona Fantasma, ou porque ele defendeu Kal-El mesmo depois de tanto tempo, é explicada aqui nesse pequeno conto. É mostrado desde o início com Kal ainda bebê que o cão seria seu protetor. E não importasse a distância, o planeta, a era, o cão sempre seria fiel ao seu protegido. É uma história simples, mas que arranca um largo sorriso, pois sintetiza bem o que significa um verdadeiro laço de amizade.
" Algumas coisas são iguais, não importa aonde você vá. Não importa em que cidade esteja..ou que ano seja.. ou se a luz do sol no seu rosto é amarela, laranja ou vermelha.
Era uma vez...um menino e seu cachorro. "

domingo, 1 de setembro de 2013

▬ Contra o Tempo ( Source Code, 2011)

Direção: Duncan Jones
Roteiro: Ben Ripley
Elenco: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Brent Skagford, Cas Anvar.

"Às vezes, precisamos de tempo para saber o que dizer."

Um filme que realmente aproveita bem os seus segundos, pois as coisas não param. Na trama um oficial ( Gyllenhaal) tem a missão de tentar descobrir quem é o terrorista que implantou uma bomba que acabou explodindo dois trens, matando centenas de pessoas. Ele tem de descobrir isso o mais rápido possível, pois o terrorista planeja fazer mais atentados.
Mas para isso, ele entra em um projeto chamado código fonte onde ele deve acessar as últimas memórias de uma dessas vítimas, os exatos últimos oito minutos da vida deste, e assim tentar salvar a cidade de um próximo ataque. O interessante é exatamente esse lance do programa do qual o protagonista participa. Ele entra na mente de uma pessoa que é "compatível" com ele. E vive aqueles oito minutos até a explosão. Então, o grande charme do filme é esse, as diversas viagens que ele faz nessas experiência de oito minutos dentro daquele trem. A cada vez que ele volta e tenta descobrir algo novo, acompanhamos isso também e vamos conhecendo novos personagens que podem estar ou não relacionados ao evento.

E o tempo aqui, mais do que nunca, é realmente muito valioso. E junto com o protagonista, a cada instante vamos tentando montar o quebra cabeça da trama e ao mesmo tempo refletindo sobre algumas coisas, já que nessas viagens, acabam acontecendo algumas coisas que são tão reais, que ele mesmo passa a questionar o que está fazendo ali, é apenas um programa de simulação ou não. E de fundo há uma subtrama que vai ganhando força no decorrer do filme envolvendo o protagonista. que assim como o espectador, tem muitas perguntas e poucas respostas.
É um filme muito interessante, e conta com um daqueles finais que você tem que parar respirar e se perguntar se não deixou nada passar desapercebido. Pois cada segundo é de extrema importância.

"- O que faria se soubesse que tem menos de um minuto de vida? 
- Faria cada segundo valer a pena!
- Eu beijaria você de novo."
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