domingo, 5 de janeiro de 2014

▬ Meu Pé de Laranja Lima (Livro)

" Às vezes sou feliz na minha ternura, às vezes me engano, o que é mais comum. "

Havia lido quando criança, mas sinceramente, não me lembrava de nada. Após ler uma crítica do novo filme, fiquei instigado em reler. E fiquei totalmente sem palavras.

Não tem como não rir, não se emocionar, não derramar alguma lágrima ou ficar com os olhos marejados. Sem dúvida uma das histórias mais bonitas já contadas, ainda mais por ser uma auto-biografia.

A narrativa da obra vem de Zezé, menino pobre, mas muito inteligente e ainda mais arteiro, que utiliza sua imaginação para fugir um pouco dessa realidade tão difícil. Em meio à isso consegue fazer um novo amigo, um Pé de Laranja Lima, no qual se torna seu confidente e conselheiro. Logo após ele conhece Manoel Valadares, o Portuga! Este que acaba por lhe ensinar muitas coisas da vida, e acaba por se tornar seu melhor amigo. E este se torna o ponto onde Zezé passa a enxergar alguma esperança na vida, mesmo com tantas dificuldades.

O livro pode ser taxado como infantil, mas trata de alguns temas bem fortes, como desigualdade social, violência, perdas, saudade, tudo isso em meio à infância. A obra mostra com intensidade o quanto sonhar, brincar são importantes quando somos crianças, o poder que um sorriso tem em afastar os problemas.

Porém, Zezé teve que crescer cedo...muito cedo..

(Assisti ao filme, e na próxima postagem falarei do mesmo.)

" Agora sabia mesmo o que era a dor. Dor não era apanhar até desmaiar. Não era cortar o pé com caco de vidro e levar pontos na farmácia. Dor era aquilo que doía o coração todinho, que a gente tinha que morrer com ela, sem poder contar para ninguém o segredo."

4 comentários:

  1. "ainda mais por ser uma auto-biografia"
    - Informação nova para mim.

    "O livro pode ser taxado como infantil"
    - Depende sempre da forma quando o lemos. Quando, crianças, lemos um livro "infantil", o fazemos com olhos de crianças e só apreendemos os aspectos pueris da obra; quando adultos, o lemos com olhos mais mais maduros e pegamos tudo o que está solto nas entrelinhas. Sempre há vários momentos para se aproveitar um bom livro. Livro bom não tem idade.

    Meu irmão já leu, quando éramos adolescentes. Nunca li. Mas fica como uma boa sugestão.

    Abraços!!

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    1. Sem dúvida. Essa obra é um exemplo disso, de que com o passar do tempo, podemos apreciar e degustar novos sabores com obras que já lemos, ou vimos, mas que não tínhamos total percepção das coisas. Abraço.

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  2. Lembro de ter lido quando criança na escola... só não lembro nada da história, nada mesmo. É inclusive uma obra que gostaria de reler. Bem lembrado por sinal... o filme também não assisti.

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    1. Eu passei pela mesma situação. E foi muito interessante poder ler novamente, agora sob uma nova ótica. E o filme é lindo.

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