sábado, 5 de abril de 2014

▬ Filme: Se enlouquecer, não se apaixone ( It's Kind of a Funny Story, 2010)

" Afastei-me disto tudo como um homem cego, 
Sentei num muro mas isso não funciona.
Continuo fornecendo amor.
Mas ele está tão cortado e despedaçado

Porque, porque, por quê?
Amor, amor, amor, amor, amor
A insanidade sorri, sob pressão estamos pirando.

Não podemos dar a nós mesmos mais uma chance
Por que não podemos dar ao amor mais uma chance?
Por que não podemos dar amor?

Dar amor, dar amor, dar amor
Dar amor, dar amor, dar amor
Dar amor, dar amor...

Pois o amor é uma palavra tão fora de moda
E o amor te desafia a se importar com,
As pessoas no limite da noite.
E o amor desafia você a mudar nosso modo de
Nos preocupar com nós mesmos
Esta é nossa última dança
Esta é nossa última dança
Isto somos nós mesmos. "

Música: Under Pressure ( Queen/Bowie)

Craig ( Keir Gilchrist) é um rapaz normal de 16 anos. Assim como todo adolescente, ou pessoa, tem expectativas e sonhos. O que vamos ser? Que profissão seguir? Vou me casar? E etc. Ele pensa tanto nisso, que incube a si mesmo uma pressão monstruosa, que se caso alguma coisa der errado no caminho,  todos os seus planos de vida podem vir a desabar. Essa sensação o incomoda a tal ponto que ele pensa em se matar. Mas no último momento, ele desiste e assim, o próprio decide se internar em uma hospital psiquiátrico, para tentar ver se assim consegue entender porque aquilo tudo está acontecendo.
Chegando ao hospital, ele depara com "loucos" de verdade, e tenta sair de lá. Mas a permanência mínima é de 5 dias. Então sem alternativa, Craig tem que tentar sobreviver a esse período. Nisso, ele conhece Bob ( Zach Galifianakis), um paciente que se torna seu melhor amigo. Pouco tempos depois, ele acaba por conhecer Noelle ( Emma Roberts), uma misteriosa garota. Tanto Bob, como Noelle sofrem de tendências suicidas. Logo, é aí que Craig começa a refletir sobre sua vida.
O filme tem vários momentos de humor bem ponderados, mas sem deixar de lado a grande reflexão da qual ele trata. Todos vivemos sob algum tipo de pressão, obrigação e o quão insano isso pode ser se pararmos para pensar. Craig passa por um tremenda transformação, e consequentemente isso afeta as pessoas ao seu redor, mudando o seu mundo. Os personagens são carismáticos, e com diálogos ágeis, deixam o filme todo bem fluído e dinâmico. A trilha sonora também é excelente. E é interessante ver a transformação que Craig passa, ao conhecer outras pessoas que sofrem das mesmas coisas que ele, assim tendo ganhando nova ótica sobre o mundo.
Ao término fica aquela sensação de que, em um mundo tão louco, ainda é possível se divertir, ser feliz. Bastando apenas respirar um pouco e viver.

2 comentários:

  1. Vc leu minha mente hahahah, tava pensando em ver esse filme esta semana...hehhehe. :) Vi umas partes na TV apenas, e li críticas muito positivas sobre o filme. Vou ver logo. Boa crítica.

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  2. "ainda é possível se divertir, ser feliz."

    Ah, é por crer nisso que ainda insisto.

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