terça-feira, 27 de agosto de 2013

▬ Romance , ( 2008)

Direção: Guel Arraes
Roteiro: Guel Arraes, Jorge Furtado
Elenco: Wagner Moura, Letícia Sabatella, Andréa Beltrão, Marco Nanini, José Wilker, Vladimir Brichta, Edmilson Barros, Tonico Pereira, Bruno Garcia

" Quem não morre de seu amor, dele não merece viver. "

A lendária e trágica história de amor de Tristão e Isolda, dá o toque do filme de Guel Arraes ( Lisbela e o Prisioneiro, O Auto da Compadecida), onde diferente dos filmes citados, nos entregou um longa mais 'sério', uma verdadeira obra sobre o amor.

A trama do filme tem início quando Pedro ( Wagner Moura) que é um ator/diretor está tentando emplacar uma peça de teatro, onde ele pretende recriar a obra de Tristão e Isolda. Logo surge Ana ( Letícia Sabatella) que também tem o sonho de ser uma atriz de teatro. De cara, ambos demonstram ter uma química e com isso acabam por interpretar os personagens icônicos, que representam o amor impossível, trágico, o casal que inspirou todos os romances que conhecemos hoje. E ao interpretá-los com tamanho ímpeto, Pedro e Ana, acabam se apaixonando.
A partir daí, os dois começam a fazer uma verdadeira reflexão de como é o amor. Se romance é diferente de paixão. O amor em todas as suas formas. Eles sabem que toda história de amor é sofrida, mas ao mesmo tempo bonita. Mas na vida real, será que não daria para minimizar os riscos, menos sofrimentos e mais alegrias? E é isso que eles pretendem fazer. Apenas viver o amor e serem felizes. Mas será que isso é realmente possível? Em determinado momento Ana diz: " Tenho até medo dessa felicidade toda, parece que a gente tá desafiando o mundo. "

Conforme a história avança, vamos vendo toques da ficção entrando na vida real. A saga de Tristão e Isolda acaba servindo como uma analogia com a vida de Pedro a Ana. E isso é o grande charme do filme. Os diálogos são pura poesia, bem teatrais mesmo, ditos com todo o sentimento possível. Todos muito bem orquestrados e encaixados, deixando cada cena, cada conversa memorável. Declarações e mais declarações de amor, uma mais bonita que a outra. E ainda assim, sem perder o foco do que o filme se propõe: falar do amor.
Os atores estão ótimos e inspiradíssimos. O filme consegue emocionar, sem forçar, sem ficar aquela música alta como se nos obrigasse a abrir o berreiro. Ele emociona por si só, naturalmente. E há  bons momentos de comédia, protagonizados pelo elenco de apoio, igualmente inspirados. A trilha sonora produzida por Caetano Veloso casa muito bem com todo o contexto apresentado durante a obra. E ainda sobra um tempo, para fazer uma crítica quanto a mídia, novelas, de como a arte pode ser tão rasa e 'comercial', deixando de lado a proposta original da história em prol de uma maior audiência. Acredito que seja um dos melhores filmes que eu vi relacionados ao amor, pela sua maneira única e lindíssima de tratar de um assunto tão belo e trágico.

A história de Tristão e Isolda está aí desde o Século XII, e até hoje emociona por ter dois protagonistas tão cativantes e apaixonados. Pedro e Ana chegaram agora, mas pode-se dizer que também são apaixonantes.
“Quando a gente faz uma cena de amor termina amando um pouco o outro personagem e quando a gente ama alguém de verdade também representa um pouco (...) E todo o amor é verdade e representação.”

6 comentários:

  1. Olá,

    Sou lá do DVD, Sofá e Pipoca, fazendo uma visitinha! Adorei seu blog fala de tudo que a gente gosta! :D

    E se "O Profissional" é seu favorito vale lembrar que esta semana é toda dedicada ao filme. O blog vai ficar repleto de curiosidades e resenhas do clássico de Luc Besson. Também tem conteúdo especial em nossas redes sociais. Divirta-se!

    Att...
    As Blogueiras do Sofá!

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    1. Olá Fabiane! O blog de vocês é sensacional! Virei fã. rsrs

      E obrigado pelo elogio quanto ao me blog.

      Pode deixar que irei conferir, tanto que já coloquei o blog de vocês entre os meus favoritos aqui do lado, já para não perder nada.

      Um abraço.

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  2. Oi, André!

    Curioso como você cita bem o trabalho de Letícia Sabatella e Wagner Moura. Fiquei um tanto apreensivo em ver o nome de Wladimir Britcha e Marco Nanini no poster, pois não consigo imaginá-los dando força a esse tipo de filme.

    Parece ser muito bom.

    Abraços.

    Fabiano Caldeira.

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    1. Olá Fabiano!

      Então, os dois protagonistas estão ótimos no filme. Eles demonstram verdadeiro entusiasmo ao encarnarem seus personagens!

      Quanto aos outros atores, Marco Nanini tem um papel cômico no filme, e o faz muito bem, sendo que é uma alusão e crítica de como funciona os bastidores de novelas e séries. rs

      Wladimir Britcha, também tem um personagem cômico, mas que lá na frente, acaba se tornando um personagem vital na trama toda.

      Gostei muito do trabalho de todos, o elenco de apoio está muito bom na obra.

      Recomendo mesmo esse filme.

      Abraço.

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  3. Sou fã de Guel Arraes e de todo o elenco. Nunca ouvi falar dessa filme e ele me parece interessantíssimo, ainda mais pela retomada de uma clássico revestido de modernidade! É muita a ver! A fila de filmes só cresce!

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    1. Ele é um diretor e tanto, vide os trabalhos anteriores. E aqui ele não decepciona, pelo contrário!
      Quando puder assista Kleiton, é um filmaço.

      Mas o problema é o tempo para tentar ver tantos filmes..rsrs
      Só queria ter mais tempo para poder fazer isso.

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